No princípio era o verbo
Sem o passado não há futuro e o presente é mero instante.
Para compreender a minha demência é necessário ir às suas origens.
Enquanto criança brincava com um coelho albino que de vez em quando desaparecia misteriosamente!
Segundo rezam as insistentes crónicas da minha mãe eu, já maiorzinho, impus que os patos lá de casa não seriam mortos! Um dia ao regressar da escola dou com a capoeira vazia! Berro choro grito “não como mais desta carne”, isto apesar dos inúteis desmentidos da minha mãe.
O maior choque! O Zé Manel andava a sempre a pular tranquilamente pela minha terra! Na hora do recolher obrigatório os meus pais bem que corriam e saltavam atrás dele, infrutiferamente! A mim bastava apregoar “Zé Manel” e lá vinha ele ao meu encontro! Mas o Zé Manel como cabrito que era começou a desenvolver cornos! Os meus pais com medo que me cegasse decidirem abater o Zé Manel (não seria mais sensato cortar os cornos?)! Apesar de muito pequeno lembro-me perfeitamente de me despedir do companheiro de brincadeira, cavalo de circunstância.
Cheguei ao presente devorando fugazmente os afectos e sentimentos do passado, o futuro só poderá ser a loucura…
Para compreender a minha demência é necessário ir às suas origens.
Enquanto criança brincava com um coelho albino que de vez em quando desaparecia misteriosamente!
Segundo rezam as insistentes crónicas da minha mãe eu, já maiorzinho, impus que os patos lá de casa não seriam mortos! Um dia ao regressar da escola dou com a capoeira vazia! Berro choro grito “não como mais desta carne”, isto apesar dos inúteis desmentidos da minha mãe.
O maior choque! O Zé Manel andava a sempre a pular tranquilamente pela minha terra! Na hora do recolher obrigatório os meus pais bem que corriam e saltavam atrás dele, infrutiferamente! A mim bastava apregoar “Zé Manel” e lá vinha ele ao meu encontro! Mas o Zé Manel como cabrito que era começou a desenvolver cornos! Os meus pais com medo que me cegasse decidirem abater o Zé Manel (não seria mais sensato cortar os cornos?)! Apesar de muito pequeno lembro-me perfeitamente de me despedir do companheiro de brincadeira, cavalo de circunstância.
Cheguei ao presente devorando fugazmente os afectos e sentimentos do passado, o futuro só poderá ser a loucura…


1 Comments:
Todos nós temos Zés Maneis na nossa vida ora cabritos, ora cabões quando grandes... Abatidos como cavalos, não há ponta por onde se pegue, só mesmo abatidos como cavalos depois de uma vida como cabrões!
Abraço solidário de incompreendido na compreensão!
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